Toda informação ou conhecimento que alguém recebe de outra pessoa é, na verdade, fruto de estudo, leitura, pesquisa, observações e reflexões pessoais, e não há como ser diferente. Assim, cada pessoa forma suas ideias e conceitos segundo o modo como recebe e trata informações recebidas de outros, que assim o fizeram também.
Então, não se pode simplesmente acreditar piamente no que se ouve de outros. É preciso processar as informações recebidas, refletir sobre elas, critica-las e, por fim, decidir se as aceita ou não como verdades. Agir assim evita, também, acreditar em coisas falsas, mas que são ditas com palavras bonitas ou de impacto.
De acordo com antigos filósofos gregos, o conhecimento de algo se dá por reconhecimento, ou seja, somente conhece algo quem possui elementos internos que permitam entender o objeto estudado. Conhecer é, então, refletir sobre informações novas utilizando conceitos já possuídos, de modo a construir conhecimento novo ou mesmo substituir ou atualizar alguns que já existiam.
Hoje o volume de informações divulgadas e a quantidade de pessoas que procuram apresentar ideias e fatos estão bastante elevados e crescem a cada dia. Mais importante é, então, saber tratar e filtrar essas informações, para evitar aceitar como verdades fatos falsos, incorretos ou não comprovados.
Muitas vezes é necessário apelar para o coração ou para a intuição, quando se tem que decidir sobre algo que não pode ser suficientemente analisado dentro de um processo puramente racional. Talvez isso seja válido também, e dizem até que aquilo que se aprende com o coração é mais bem aprendido.
Então, essa é uma sugestão muito importante: pensar, buscar mais informações, pesquisar, refletir e mesmo sentir antes de concluir sobre ou aceitar informações, afirmações e, principalmente, preceitos que outros queiram passar ou impor, seja em que área da vida for.