Bem, tenho visto muitas coisas nesta vida. Gosto disso, de observar o mundo externo à minha personalidade, de experimentar essa dualidade que se forma entre o “eu” e o “não eu”, e como essa relação é. Muitas vezes tenho a impressão de que não existe separação entre esses dois entes, pois eles se comunicam e, de certa forma, se conectam, se unem, em minha consciência. Talvez até esses dois mundos sempre tenham sido um só, e minha consciência de indivíduo seja o que me dá uma visão de separação, erradamente.
Não acredito que as pessoas pensem sobre isso, pelo menos a grande maioria. Porém, acho que no fundo de cada alma habita um pequeno desejo de ser feliz. Para mim, ser feliz é compreender o mundo, não basta ter coisas, é preciso “ser” alguma coisa, a alguma coisa boa.
Entretanto, para muita gente a felicidade está em ter ou conquistar coisas. As pessoas querem bens materiais, precisam de coisas como moradia, comida, roupas. Porém, em tudo que as pessoas fazem para sobreviver elas também parecem querer algo que as valorizem como indivíduos.
Sei que se eu quiser falar para as pessoas e ser ouvido tenho que falar de coisas que elas querem ouvir. E elas querem ouvir coisas sobre o que lhes traz felicidade e desejos. Mas como posso falar de coisas tão abstratas e distantes dos desejos materiais e individuais que as pessoas têm no mundo de hoje?
Bem, lembro que disse que tenho visto muita coisa nesta vida. Vi, por exemplo, que tudo parece estar conectado, de certa forma, ou que tudo faz parte de algo ainda não bem compreendido. Então, existe uma conexão entre desejos do tipo individual e material e desejos do tipo conhecer o universo e ser parte consciente dele.
Agora posso pensar no que dizer. Posso falar de dinheiro, por exemplo, e dizer algo sobre liberdade e livre arbítrio, e como essas coisas ocorrem dentro das teorias da existência do universo.
Tudo resolvido, posso começar.
Hoje estão se casando o príncipe Willian e Kate, na Inglaterra. Os ingleses estão orgulhosos, o mundo acompanha com interesse e curiosidade. A televisão e a internet transmitem ao vivo o evento e mostram o que as pessoas querem ver. As pessoas querem ver e o glamour, a beleza da cerimônia, o vestido da noiva, os chapéus.
Eu também dei uma espiada.
No fundo, acho que todos querem sentir aquilo como se fizessem parte daquela realidade, ou até mesmo como se fossem o príncipe ou a princesa. Aquelas são imagens do que as pessoas querem para si mesmas, coisas que lhes satisfariam os desejos e lhes trariam felicidade. Como não podem ter essas coisas, veem, sonham, continuam a desejar e são felizes com isso, de certa forma.
Bem, vou terminar com alguns pensamentos. O que mais traz felicidade, o desejo, simplesmente, ou possuir as coisas desejadas? Os desejos me prendem e condicionam minha felicidade? Seria mais fácil eu ser feliz se meus desejos não fossem individualistas, mas fossem de coisas boas para todos?
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário