Fico pensando em um princípio do universo: tudo que é em cima é em baixo; o que ocorre no grande ocorre no pequeno.
Quando observo coisas ao meu redor, fico impressionado com a realidade desse princípio, que pode ser visto em tudo.
Por exemplo, dizem algumas doutrinas místicas que os seres humanos possuem corpos, como o corpo físico, o mais trivial para nós. Porém, esses corpos são apenas meios de expressão e atuação de algo que chamam de Ego, espírito, entre outros termos. E, ainda, esse Ego também é, por sua vez, expressão de um ser divino individual, que faz parte da grande divindade e causa original de tudo que existe.
Então, muitas vezes eu vejo que a nossa personalidade física se enamora do seu Ego, em certos momentos mais sublimes de sua vida. Esse Ego também se enamora de seu deus individual, que é o verdadeiro ser. Todo esse processo se repete de várias formas e em vários níveis da manifestação no universo.
Quando uma pessoa se apaixona por outra, esse processo parece ser o mesmo, se comparamos os sentimentos e as reações. Quando o amor é real, ele não deixa dúvidas, não dá alternativas, que não a busca e a união com o objeto amado.
Lembrei de uma música que me faz pensar uma forma interessante de ilustrar bem o que penso.
Oh minha amante, a você eu pertenço
Um dia você pode acordar e eu ter partido
Mas, minha amante, se você volta para casa
Eu volto correndo, dirigindo esse meu carro
Oh minha amante, eu conheço bem você
Todos os meus segredos solitários a você eu conto
O mais alto que o alto, o mais baixo que o baixo
Eu volto correndo, dirigindo esse meu carro
Os desertos que cruzei, mais distantes do que a vista alcança
As florestas por que passei, mais escuras que o escuro
Oh minha amante, volte logo, eu não posso mais ficar sozinho nessa estrada
Eu volto correndo, dirigindo esse meu carro
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