Outro dia, vi uma pessoa dizer com bastante orgulho:
- Eu disse umas verdades para aquele cara, eu falo mesmo!
Ao mesmo tempo, vi que seus olhos estavam perdidos no espaço. Pode ser estranho para alguns, mas eu tive a sensação de que aquela pessoa podia até estar olhando para outra, mas sua visão estava cega, pois as imagens do mundo exterior não eram recebidas por ela.
Eu sei que muitas pessoas possuem conhecimentos que devem ser passados para outros. Também sei que conversar é uma das melhores formas de os seres humanos trocarem experiências e sentimentos. Além disso, dizer o que se pensa também pode ser necessário, até mesmo para evitar a formação de sentimentos reprimidos. Tudo isso é muito bom para a evolução e a felicidade.
Porém, parece-me que existe um ponto, um limite, para que uma pessoa deseje se exprimir. Muitas vezes, as pessoas formam pensamentos ou sentimentos errados e se aguardam apenas mais um pouco... percebem que fariam uma enorme bobagem se os declarassem, e pior ainda se o fizessem com certa empáfia.
Existem muitas pessoas que falam muito. Não digo muito em termos absolutos, mas sim no sentido de pessoas que falam demais, sem pensar no que dizem e sem ouvir os outros. Já vi conversas em que uma pessoa fala quase sem parar, mas quando outros começam a falar também, ela simplesmente não ouve ou logo interrompe sem sequer deixá-los concluir. Parece que muita gente ainda está voltada demais para si mesmo, para suas próprias vidas, para seus próprios pontos de vista, para sua individualidade.
Enquanto isso, eu tenho gostado muito de pensar menos em mim e mais nos outros e no mundo, sinto-me até mais leve com isso. Também tem sido muito importante aquietar a mente e o coração em certos momentos, para que o silêncio permita ouvir a voz interior, de instâncias superiores do ser.
Bem, de qualquer modo, sempre me lembro de Sócrates, que, ao ser elogiado por seu conhecimento, afirmou que a diferença entre ele e os demais era que ele estava consciente do quão ignorante ele era.
É nisso que eu acredito. Então, devemos dizer o que pensamos, mas devemos ser cuidadosos ao pensar. Devemos compartilhar conhecimentos e experiências adquiridos, mas ser abertos a outros, muitos outros, inclusive diferentes, que podem nos ensinar muito mais. Podemos sentir e até julgar, mas temos que ouvir muito, antes disso, e saber que mesmo assim sempre podemos estar errados.
Na verdade, a grande verdade que cerca meu pensamento e com a qual eu tento me conformar é a de que ainda não é o tempo de sabermos toda a verdade sobre o mundo.
- Eu disse umas verdades para aquele cara, eu falo mesmo!
Ao mesmo tempo, vi que seus olhos estavam perdidos no espaço. Pode ser estranho para alguns, mas eu tive a sensação de que aquela pessoa podia até estar olhando para outra, mas sua visão estava cega, pois as imagens do mundo exterior não eram recebidas por ela.
Eu sei que muitas pessoas possuem conhecimentos que devem ser passados para outros. Também sei que conversar é uma das melhores formas de os seres humanos trocarem experiências e sentimentos. Além disso, dizer o que se pensa também pode ser necessário, até mesmo para evitar a formação de sentimentos reprimidos. Tudo isso é muito bom para a evolução e a felicidade.
Porém, parece-me que existe um ponto, um limite, para que uma pessoa deseje se exprimir. Muitas vezes, as pessoas formam pensamentos ou sentimentos errados e se aguardam apenas mais um pouco... percebem que fariam uma enorme bobagem se os declarassem, e pior ainda se o fizessem com certa empáfia.
Existem muitas pessoas que falam muito. Não digo muito em termos absolutos, mas sim no sentido de pessoas que falam demais, sem pensar no que dizem e sem ouvir os outros. Já vi conversas em que uma pessoa fala quase sem parar, mas quando outros começam a falar também, ela simplesmente não ouve ou logo interrompe sem sequer deixá-los concluir. Parece que muita gente ainda está voltada demais para si mesmo, para suas próprias vidas, para seus próprios pontos de vista, para sua individualidade.
Enquanto isso, eu tenho gostado muito de pensar menos em mim e mais nos outros e no mundo, sinto-me até mais leve com isso. Também tem sido muito importante aquietar a mente e o coração em certos momentos, para que o silêncio permita ouvir a voz interior, de instâncias superiores do ser.
Bem, de qualquer modo, sempre me lembro de Sócrates, que, ao ser elogiado por seu conhecimento, afirmou que a diferença entre ele e os demais era que ele estava consciente do quão ignorante ele era.
É nisso que eu acredito. Então, devemos dizer o que pensamos, mas devemos ser cuidadosos ao pensar. Devemos compartilhar conhecimentos e experiências adquiridos, mas ser abertos a outros, muitos outros, inclusive diferentes, que podem nos ensinar muito mais. Podemos sentir e até julgar, mas temos que ouvir muito, antes disso, e saber que mesmo assim sempre podemos estar errados.
Na verdade, a grande verdade que cerca meu pensamento e com a qual eu tento me conformar é a de que ainda não é o tempo de sabermos toda a verdade sobre o mundo.
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