terça-feira, 10 de maio de 2011

Precisamos de bons líderes


Uma notícia de hoje me chamou a atenção: Procurador da República quer a responsabilização criminal de Lula pela existência do mensalão e aponta diversas provas disso.
Outro dia, outra notícia me deixou surpreso:
Renan Calheiros (PMDB-AL), investigado anteriormente pelo Senado, será um dos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da casa. A decisão foi sacramentada pelos próprios senadores, na terça-feira, que aprovaram em Plenário os nomes indicados pelas lideranças dos partidos.
Já ficou suficientemente demonstrado que Renan Calheiros é mais um político que não age com ética, mas agora ele é chamado para integrar justamente a Comissão de Ética do Senado.
Essa notícia me fez pensar sobre os motivos dessas coisas. Ou melhor, porque essas coisas podem acontecer, porque ninguém protesta, reage ou faz algo que evite isso.
Alguns não ligam para isso, pois têm outras coisas a fazer em suas vidas. Outros parecem que querem mesmo é se juntar a algum esquema que exista e também tirar algum proveito disso.
Queria saber onde estão as pessoas de bem, as pessoas que sabem das coisas ruins e injustas e que não concordam com elas. Por que essas pessoas de bem não reagem?
Aquele procurador da República que quer processar o Lula pode até não conseguir alcançar o seu objetivo, mas eu o invejo, assim mesmo. Ele faz alguma coisa, ele tem atitude de fazer o que acha certo.
E ou outros?
Parece-me que há momentos em que as pessoas deixam de reagir a opressões, por medo. Com o tempo, passam a acreditar que essas opressões e abusos são normais e que não precisam ser questionadas. Posteriormente, as pessoas chegam a esquecer de que tudo começou com a opressão e com o medo, os quais passam a habitar o subconsciente e o inconsciente. Com isso, fica no nível consciente a impressão de não se ter medo.
Um grande problema pode surgir nessas condições, quando aqueles que têm boas almas são enganados e passam acreditar nos maus e a trabalhar por eles. Enquanto isso, outros bons ficam omissos ou passivos, deixando que os maus governem.
No entanto, sempre que alguém questiona as atitudes habituais ou confronta o estado dominante, o medo geral reaparece, ainda que disfarçado em descrédito em relação a uma ideia nova ou a um questionamento quanto àquilo que é considerado normal.
Se alguém, mesmo sozinho, consegue enfrentar com sucesso os dominadores, faz com que outras pessoas percebam as opressões que sofrem e acreditem novamente na possibilidade de vencer os fatos indesejados. Isso ocorre porque ninguém deseja, em sua essência, ser oprimido e viver sob a tutela do medo, ainda que inconscientemente.
A pessoa que primeiro enfrenta os dominadores representa, na verdade, a vontade real de todos os oprimidos. Essa pessoa é um líder e salvador, que conduz as outras pelo caminho da coragem e do enfrentamento aos opressores, sejam eles pessoas ou ideias, e para a busca dos caminhos que levam à liberdade, passando pelos verdadeiros ideais do universo e do Homem. Os líderes e salvadores despertam dentro de cada pessoa a sua verdadeira consciência de si mesma e do mundo, até então adormecida.
E nesse processo, os líderes podem agir com atos próprios e exemplos, ainda que precisem dar sua própria vida em sacrifício. Porém, deixam ideias e mensagens, que podem fazer efeito somente algum tempo depois, mesmo que com a ajuda de outros líderes, que as retomem e atualizem.
Todos nós conhecemos alguns desses líderes salvadores.

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